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Direito da Saúde · 20 de agosto de 2026

Estatuto da Pessoa Idosa: penas mais duras e como funciona a proteção legal

O Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003) — nome atual do antigo “Estatuto do Idoso”, atualizado pela Lei nº 14.423/2022 — é a principal legislação de proteção a quem tem 60 anos ou mais no Brasil. Nos últimos anos, a lei passou por reforços importantes, especialmente em relação a casos de abandono e maus-tratos.

Penas mais duras para abandono e maus-tratos

A Lei nº 15.163/2025 endureceu as penalidades para crimes de abandono e maus-tratos contra pessoas idosas, podendo chegar a até 14 anos de reclusão nos casos mais graves. Essa mudança reflete uma preocupação crescente com situações de negligência, especialmente dentro do próprio ambiente familiar.

Direitos garantidos pelo Estatuto

Entre os principais direitos assegurados estão:

  • Atendimento prioritário em órgãos públicos, bancos e estabelecimentos comerciais
  • Gratuidade ou desconto em transporte público
  • Prioridade na tramitação de processos judiciais e administrativos
  • Proteção contra discriminação, inclusive no acesso a crédito e financiamentos
  • Direito à convivência familiar e comunitária
  • Proteção contra negligência, abandono, violência e exploração

Quando a família não consegue lidar com a situação sozinha

Em algumas situações, a pessoa idosa pode recusar cuidados necessários, apresentar risco à própria segurança, ou estar em ambiente familiar onde o conflito impede que os cuidados adequados sejam prestados. Nesses casos, o Judiciário pode ser acionado para avaliar medidas de proteção, que variam conforme a gravidade e a autonomia da pessoa — desde acompanhamento mais próximo até, em casos que exigem, avaliação sobre curatela.

Canais de denúncia

Em casos de suspeita de abuso, negligência ou maus-tratos, alguns canais estão disponíveis:

  • Disque 100 — canal direto para denúncias de violação de direitos
  • Delegacias especializadas, quando existentes na região
  • Ministério Público, para atuação em casos que exijam ação civil pública
  • CRAS e CREAS — centros de atendimento social que oferecem suporte em situações de vulnerabilidade

Documentos que costumam ajudar

Quando a situação exige avaliação jurídica — seja para medida de proteção, seja para discutir curatela — costuma ajudar reunir: laudos médicos que descrevam a condição de saúde e autonomia da pessoa idosa, registros de eventuais denúncias já feitas, e relatos ou provas de situações de risco (como negligência de cuidados básicos).


Cada situação envolvendo direitos da pessoa idosa exige análise cuidadosa e individual, considerando a autonomia e a vontade da própria pessoa sempre que possível. Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a análise jurídica do caso concreto.

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